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Pega-se o touro pelos cornos!

Sporting mete finalmente a quarta e assim sendo consegue ser o terceiro classificado à condição, faltando ver o que o Vitória de Guimarães consegue ver logo à noite frente ao Portimonense em jogo de encerramento da jornada. Mas o que é de destacar é a vitória por 2-1 frente ao Leiria.

Com a estatística recente favorável ao Leiria, que desde 05/06 não perdia em casa frente ao Sporting, com uma época pelo meio em que não jogaram entre si, o Sporting procurava dar continuidade às 3 vitórias alcançadas em outros tantos jogos anteriores, e também a procurar alcançar a 2 vitória fora de portas, a equipa de Alvalade, face à escassez de jogadores, causado pela razia de lesões esta semana, apresentou alternativas, que acabaram por fazer toda a diferença.

Com uma disposição tática 4-2-2-1-1, ou seja, meio campo constituído por Maniche e André Santos, alas efetuadas pelo João Pereira e Vukcevic, e Valdés numa posição de 10 ou falso avançado, e a frente de ataque entregue a Postiga, foi o chileno que abriu as hostilidades com um bom golo, e assim sendo fazendo o primeiro golo com a jersey verde desde a sua contratação no presente ano.

Passados oito minutos, sensivelmente, uma descoordenação total da defesa leonina, com muitas culpas para o argentino, novidade no onze, Torsiglieri, que falhou o corte, o jogador que em tempos chegou a ser falado para efetuar parceria com Liedson, Carlão, efetuou a igualdade no marcador. 1-1 no marcador. Novamente o Sporting continua a marcar passo no jogo, apesar de ter maior posse de bola, até que à entrada da área, o Valdés, que já tinha feito o gosto ao pé, marca desta vez um grande golo, que entrou na baliza a mais de 100 km/h.

Ao intervalo, pela primeira vez esta época, o Sporting já tinha feito dois golos. Na segunda parte, o Sporting mostrou a sorte, ou a falta dela, que anda a assombrar nos últimos tempos. A equipa que mais remata na liga, falhou por diversas vezes o golo, que acabou por não entrar. Numa segunda parte sem muita estória, destaca-se para a equipa de Caixinha a grave lesão de M. Soares que num remate efetuado à baliza leonina, acaba por partir a perna e irá parar pelo menos 3 meses.

De destacar também para o lado da equipa leiriense, a presença do ex-jogador mais acarinhado pela massa adepta do Sporting, Sá Pinto, que se mostrou profissional durante o jogo, (destacar que não festejou o golo do brasileiro Carlão), e que no fim do jogo acabou por ir abraçar também os jogadores com quem chegou a trabalhar na época passada.

Esperemos que o Sporting continue a sua senda de vitórias, já na próxima quinta frente ao Gent, a contar para a Liga Europa, onde na Bélgica já poderão, em caso de vitória garantir a vitória.

Nota: Na medida do possível, O Chuto Final, começará a adotar o novo acordo ortográfico nos seus textos.

E não é que passámos?

Depois da euforia de ontem à noite, após o apito final do arbitro, foi com grande alívio com que festejei o apuramento do Sporting para a fase de grupos, com uma remontada histórica no futebol português, batendo o Brondby por 3-0, sendo o que bastava para virar a eliminatória.

Uma exibição que tem como pontos positivos os golos marcados, sendo o de Djaló o mais lindo em termos de execução, mas também em termos emocionais, pois marcar aquele golo nos últimos minutos faz lembrar o golo ao ano passado ao Twente ou até o golo mítico de Alkmaar que nos levou à final da Taça Uefa.

Há que destacar a exibição de alguns jogadores pela positiva. Primeiro, Nuno André Coelho, o melhor em campo. Com o jogo de ontem, deu para entender que temos ali um futuro defesa central de selecção e que será o titular para o resto da temporada até ao final da época. Só com aquele golo já deu para entender que o Sporting não ficou a perder no negócio Moutinho.

Outra exibição positiva foi de Evaldo. Tem vindo a crescer nos jogos oficiais e aquela locomotiva tem vindo a exibir as suas credenciais que tinha quando estava no Braga, apresentando maior fulgor nas movimentações ofensivas, não descuidando a parte defensiva.

Outros jogadores que valem a pena destacar são: André Santos, que serviu de tampão às aspirações do Brondby e até fez a assistência para o golo de Evaldo (demonstrando assim que pode ser um bom substituto para Pedro Mendes) e também Rui Patrício, que está a calar a boca de muitos críticos e tem vindo a crescer, e no jogo de ontem fez um par de boas defesas que viraram o ímpeto que o Brondby vinha a ter em certos momentos da segunda parte.

Liedson tem vindo a procurar o golo e esse tento está perto, espero que seja contra a Naval segunda-feira. Maniche é patrão no meio campo. Matias e Valdés dão boas soluções de banco.

Mesmo assim há pontos negativos com a exibição de ontem. Djaló, embora tenha marcado o golo, fez uma exibição pobre, sempre perdendo a bola, e mostrando alguma indisciplina tática, principalmente na segunda parte, contudo assentou quando subiu no terreno para fazer parelha com o levezinho, Vukcevic está a voltar a ser individualista, e se continuar assim, volta direitinho para o banco, saltando o, por enquanto, inadaptado Valdés, e Postiga que tem de marcar golos ou ocasiões para tal mas não acontece.

Vencemos 3-0, passámos e é o que importa. Agora é aguardar o sorteio e ver que equipas calham, que serão posteriormente analisadas, aqui no Chuto Final.

Matigol também resolve…

Sporting conseguiu arrecadar os três pontos diante do Marítimo graças a um penalti convertido por Matias Fernandéz, já ao cair do pano, ditando o resultado final de 1-0. Este resultado espelha bem a intranquilidade que se vive no seio do leão, que agora começa a abrir os olhos para a nova temporada, e uma vitória apresenta a moral sempre precisa para o próximo jogo.

No início do jogo, o Sporting apresentou duas novidades. A primeira, mais  notória, foi a inclusão de Zapater no onze inicial, algo que desde da sua contratação desejei, mas para uma melhor adaptação só foi possível à segunda jornada da Liga Zon Sagres. A segunda novidade recaiu num novo esquema táctico do Sporting, desta vez num 4-2-3-1, com Zapater e André Santos num sector mais recuado, Maniche a fazer uma espécie de 10 abrindo as alas para Vuk e Djaló, com o Liedson a ter os cargos de ponta-de-lança.

Na realidade, e como seria previsível, o Sporting entrou como habitual a mandar no jogo, mas apenas no sector do meio campo, sendo que na hora de rematar, na primeira parte, apenas se registava os apontamentos do número 77, portanto de Vukcevic. Numa primeira parte, onde o Marítimo baseava-se no contra-ataque, sendo que a defesa leonina tinha uma pressão alta, e recorreria-se a Patrício como um autêntico líbero, sendo que essa função foi desempenhada tantas vezes que no final da primeira parte, num lance destas características, valeu a João Pereira uma visita ao hospital com um traumatismo craniano, fruto de joalhada de R. Patrício, numa das suas saídas. Com esta lesão, valeu-se da polivalência de Carriço, colocando-o à direita, e saltando Polga do banco para o centro da defesa, fazendo parelha com Nuno André Coelho. Portanto a primeira parte não deixa muita históia para contar.

Na segunda parte, começa com o natural pendor ofensivo do Sporting, com várias ocasiões, tanto de Vuk como de Liedson, que neste jogo voltou a ter uma das suas birras, tanto com Vuk, como mais à frente com Matias, pois ele queria marcar o golo, ou pelo menos o penalti, e mostra que ele merece uns dias no banco de suplentes, para pelo menos ganhar alguma maturidade que devia ter com a sua idade. Mas retomando ao jogo. O Sporting, num esquema muito estranho na segunda parte, digno de desenho do surrealismo de Picasso, com André Santos mais recuado a Zapater, que por sua vez fazia parelha com Maniche, Vukcevic fazia dupla com Liedson, apesar do montenegrino estar uns metros mais recuado e descaído para a direita, e Djaló andava à solta na esquerda, valeram ainda um susto quando numa situação ofensiva dos madeirenses, Patricio saí mal, e Cherrad aproveita para fazer um balão de todo o tamanho, que passa caprichosamente ao lado da baliza verde-e-branca. A partir daí, apenas em ocasiões esporádicas, o Marítimo conseguiu ter a bola, sendo o domínio total dos visitados que foram parados com um recurso constante à falta. Contudo, passava os muitos e o golo não aparecia, até que Liedson, faltava três minutos para o fim do tempo regulamentar, cai dentro da grande área, com falta de Tchô, à qual Bruno Paixão assinala, correctamente, grande penalidade, que Matias Fernandez, acabado de entrar aproveita para por as redes a abanar com um golo que deixou todo o estádio um sentimento de alívio enorme.

Sporting soma os primeiros três pontos do campeonato, e agora ganha um alento maior para o próximo jogo do Brondby, a contar para a Liga Europa, e que temos de fazer a reviravolta de 2-0, sem um jogador fundamental que é João Pereira. Resta saber se Paulo Sérgio neste jogo faz alguma experiência, ou aposta nos experientes para conquistar a presença na fase de grupos da segunda maior competição da Uefa.

Leão a morrer

Pela segunda vez seguida, o Sporting não deixa boa réplica de si, agora em casa perdendo por 2-0 diante do Brondby. Não esperava que o Sporting jogasse tão mal, mas foi ver para crer na passada quinta-feira.

Neste dia negro para as equipas portuguesas, também o Marítimo vem da Bielorrússia com uma desvantagem na eliminatória por 3-0, o Sporting outra vez mostrou que é perdulário frente à baliza, fazendo neste jogo cerca de 30!!! remates contra 6 dos dinamarqueses.

Mas o que se passa com esta equipa?? Andam a fazer algum concurso para ver quantos jogos fazem sem marcar um golo?? Seja como for, eles já sabem do descontentamento dos adeptos, pois o coro de assobios no fim do jogo foi bem audível, e agora estão sobre uma bem merecida pressão, e agora é urgente marcar golos, para retomar o caminho para o título, que será a prioridade para a época, já que o Sporting está com um pé fora da Liga Europa, agora é preciso concentrar os esforços para as competições internas.

Numa breve análise às declarações de Paulo Sérgio, sempre gostei das declarações que ele fez durante a pré-temporada, mostrando a sua atitude e mentalidade, mas depois do jogo houve uma declaração que eu fiquei a pensar. Paulo Sérgio deixou implicitamente a ideia de Pedro Mendes faz falta à equipa. mas este mesmo treinador recusa a ideia de que um jogador não faz uma equipa. O que será que se passa com este treinador? A altura de experiências já passou. E mesmo assim, depois de 4 jogos oficiais, ele ainda não entendeu que Nuno André Coelho não tem capacidade, para já neste plantel, e que está prestes a vender o melhor central que temos em Alvalade. Aposta em André Santos, enquanto temos o Zapater que pode fazer as mesmas funções, bem e melhor. Será que ele está a guardar o melhor para o fim? E não aposta no espanhol que tem mais capacidade que o internacional sub-21 português? No meio campo, este momento apenas apresenta problemas de ordem mental. Esta equipa meio campista tem todas as capacidades técnicas e individuais para ter sucesso.

Agora passando para a frente de ataque. Todos os avançados merecem alvo de crítica. Primeiro Liedson. Este avançado em Novembro já vai fazer 33 anos, e tirando a idade, já é notório que lhe falta as qualidades que lhe valeram o estatuto de estrela da companhia, apenas fez um cabeceamento digno de registo no jogo da 1ª mão. E tem neste momento o défice de golos, que precisa de subir. Se colocassem outro ponta-de-lança no onze para lhe substituir, fazia-lhe bem uns jogos no banco de suplentes. Mas não temos esse avançado. Postiga, outro problema. Continua igual ao ano passado. Combativo, sempre à procura do golo, mas quando chega à baliza a bola vai para todo o lado menos para o fundo das redes. Saleiro. Este na minha opinião, já devia treinar noutra equipa da Liga. Marcou na pré-temporada, é verdade, mas só faz exibições medianas para o medíocre. Pongolle, para mim já tem o estatuto de patinho feio de Alvalade. Só com um golo oficial marcado, e de penalti, tem de justificar urgentemente os 6,5 milhões gastos nele. De referir que as capacidades de negociação do Atlético de Madrid são excelentes. Tirando a venda deste flop, ainda conseguem encaixar 8,5 pelo barrete ainda maior, mas para o outro lado da segunda circular. Por fim, Djaló. Yannick merecia uma oportunidade na linha mais à frente do relvado, mas numa das suas experiências à Queiroz, Paulo Sérgio prefere apostar a extremo.

Concluindo, a menos que o Sporting consiga uma vitória no próximo Domingo frente ao Marítimo, a equipa continuará numa insatisfação tremenda para os adeptos. Incluindo eu. Estou farto deste Sporting.

Sporting em serviços mínimos faz sofrer o coração

Era desnecessário o drama envolvente na recta final do jogo do Sporting contra o Nordsjaelland, a contar para a segunda mão da Liga Europa, no qual os leões venceram por 2-1 com golos de Postiga (24′) e Maniche (90+2′).

Os primeiros 20 minutos do encontro foram muito fracos, com uma ou outra ocasião para cada lado, apesar do Sporting registar uma maior posse de bola. Mas é ao minuto 24 que é aberto o marcador, na sequência de uma defesa incompleta (de muitas, este guarda-redes raramente segurou a bola à primeira) dum remate do inevitável Liédson, que depois aproveitou para passar para Postiga que de cabeça igualou o registo de golos da época transata. Após o golo, o Sporting galvanizou-se e teve algumas ocasiões para dilatar a vantagem, sendo de sublinhar o remate de meio campo de Postiga que não resultou por muito pouco.

Ao intervalo, o Sporting mostrava que em serviços básicos fazia o que lhe competia.

No regresso do intervalo, a equipa veio mais relaxada, o que permitiu a abertura de espaço e consequentemente, mais oportunidades de golo para o conjunto dinamarquês.

Apesar das muitas defesas de Rui Patrício, como já fiz o ditado, “tantas vezes vai o rato ao moinho que lhe fica o focinho”, ao minuto 80, Lawan desmarca-se da defesa frágil do Sporting e aproveita para picar a bola sobre a cabeça de Rui Patrício e manda a bola para o fundo da redes. Lança o pânico nas hostes leoninas que já começam a fazer contas. Até ao fim, um despique de ocasiões para cada lado, destacando a oportunidade perdida por Pongolle, que em vez de mandar à baliza, sai pela linha lateral.

Só ao minuto 90 é que há algum descanso. Uma situação de contra-ataque, Liedson passa para a “locomotiva” Evaldo que avança até à linha final e volta a passar para a entrada da grande área para o patrão Maniche que aproveita para mandar, de  trivela, a Jabulani para o fundo das redes.

Resultado final, 2-1. Passa o Sporting e agora é ver o que calha no play-off desta competição.

Peca por escasso

Chega ao fim a 1ª mão da Liga Europa, com o confronto Nordsjaelland x Sporting a ser favorável para a turma de Alvalade, vencendo por 1-0 com o golo de Vukcevic, a passe de Maniche.

Entrada forte nos primeiros 10 minutos por parte do conjunto dinamarquês fazendo neste período de tempo brilhar Rui Patrício com um bom par de defesas. De seguida o Sporting começa a dominar o jogo com várias iniciativas ofensivas até ao momento 24, na sequência de um mau alívio da defesa da equipa local, que Maniche aproveita para isolar Vukcevic, para com toda a tranquilidade fintar o guarda-redes e empurrar a bola para o fundo das redes.

Até ao final da 1ª parte destaque, sem contar com o domínio do Sporting, destaque para a lesão de Pedro Mendes, permitindo assim Miguel Veloso saltar do banco de suplentes para o campo, para fazer ao que tudo indica o último jogo pelos leões.

Da segunda parte, por anomalias televisivas, só foi possível ver os últimos 30 minutos do jogo, com destaque para uma subida de forma dos dinamarqueses sendo estes mais atrevidos.

Do Sporting, na segunda parte, destaque para o remate ao poste de Postiga e um par de jogadas ofensivas levadas a cabo pelas alas.

Ao intervalo desta eliminatória, o Sporting tem esta eliminatória praticamente garantida, pois esta equipa não tem andamento e consequente mínimas hipóteses perante um Sporting que terá mais poderio ofensivo no próximo dia 6 de Agosto, no Estádio José Alvalade XXI.